PEC da Transição é formalizada no Senado
Texto exclui Bolsa Família do teto de gastos por 4 anos
Texto exclui Bolsa Família do teto de gastos por 4 anos
O relator do Orçamento no Congresso Nacional, senador Marcelo Castro (MDB-PI), informou nesta segunda-feira (28) ter protocolado a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Transição. O texto exclui o programa Auxílio Brasil, que deverá ser rebatizado de Bolsa Família, da regra do teto de gastos para os próximos anos.
A medida apresentada pelo senador é uma forma de viabilizar a manutenção do
valor mínimo de R$ 600 para o programa de transferência de renda, além de
instituir um valor adicional de R$ 150 por criança menor de 6 anos de idade de
cada beneficiário. Esse é um dos principais compromissos de campanha do
presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Vigente desde 2017,
a regra constitucional do teto de gastos limita o crescimento das despesas
públicas, exceto o pagamento de juros da dívida pública, ao crescimento da
inflação do ano anterior. Para iniciar a tramitação, o texto ainda precisará
ser subscrito por, pelo menos, 26 senadores, o que deve ocorrer ainda esta
semana.
Mais cedo, Castro
disse que o ideal é que a PEC esteja aprovada até o dia 10 de dezembro, já que
no dia 16 do mesmo mês ele deve apresentar seu relatório final do Orçamento de
2023, que precisa ser aprovado antes do fim do ano. Para ser aprovada, a PEC
precisa passar em dois turnos, tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados.
O quórum de aprovação exigido em cada uma das duas Casas é de três quintos do
total de parlamentares.
O texto da PEC da
Transição apresentado por Marcelo Castro é praticamente o mesmo da minuta
enviada pelo governo eleito, mas com uma alteração. Inicialmente, a exclusão do
Bolsa Família do teto de gastos seria permanente, mas como essa regra não foi
bem recebida no mundo político e entre agentes econômicos, o novo governo
decidiu fixar um prazo, que agora é de 4 anos, abrangendo o período da próxima
gestão. A proposta, no entanto, ainda deve sofrer novas alterações durante a tramitação
no Poder Legislativo.
"Claro que
tudo isso vai ser fruto de intensas negociações e, quem cobre o Congresso
Nacional sabe que, dificilmente, uma matéria entra no Congresso e sai da mesma
maneira que entrou", ponderou Marcelo Castro, pouco antes de entrar em uma
reunião com o presidente eleito Lula, no Centro Cultural Banco do Brasil
(CCBB), em Brasília, sede do governo de transição.
Pelos cálculos dos
valores previstos no Projeto de Lei Orçamentária (PLOA) de 2023, a manutenção
do Bolsa Família em R$ 600 teria um custo total de até R$ 175 bilhões.
"Não tem valor
na PEC. Tem a retirada do Bolsa Família que, com base nos valores previstos no
PLOA, pode ser até R$ 175 [bilhões]. O governo eleito colocou essa proposta
para avaliação do Congresso Nacional, vamos aguardar a avaliação e aí nós nos
manifestamos", disse o ex-ministro da Fazenda e do Planejamento Nelson
Barbosa, integrante da equipe de transição de governo na área econômica.
"O fato é que
não há, no Orçamento para 2023, previsão para manutenção do Auxílio Brasil, ou
novo Bolsa Família, no valor atual. Então, é urgente garantir a manutenção
desse valor, tem milhões de pessoas que dependem desse benefício para o seu dia
a dia", acrescentou Barbosa.
Outras mudanças
Além de excluir o programa Bolsa Família da regra de teto de gastos pelos próximos 4 anos, a PEC da Transição propõe usar receitas obtidas com excesso de arrecadação para investimentos públicos, limitado a cerca de R$ 23 bilhões. O outro item da proposta da PEC é excluir da regra do teto de gastos recursos extras obtidos por meio de convênios e serviços prestados pelas universidades públicas, além de doação feita por fundos internacionais para ações na área socioambiental. Assim, essas instituições não teriam esses recursos abatidos pela regra do teto de gastos, como acontece atualmente.
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